O Mês da Cibersegurança destaca a importância do aprendizado contínuo e contextualizado para uso seguro da GenAI no ambiente corporativo.
O Mês de Conscientização sobre Cibersegurança volta a destacar a importância de capacitar funcionários contra riscos digitais, mas especialistas alertam: treinamentos anuais isolados já não são suficientes para lidar com a complexidade e a velocidade das ameaças atuais.
As vulnerabilidades, segundo analistas, surgem justamente nos intervalos entre as sessões formais de capacitação, quando os colaboradores estão imersos em suas rotinas e, por praticidade, acabam contornando políticas internas ou utilizando ferramentas não aprovadas pela empresa.
Um exemplo claro desse desafio é o avanço do uso de plataformas de Inteligência Artificial generativa (GenAI). De acordo com o Netskope Threat Labs, entre março e maio de 2025, o uso corporativo dessas aplicações cresceu 50%.
Mais da metade desse volume, contudo, ocorreu de forma não supervisionada — o chamado Shadow AI — quando profissionais recorrem a sistemas de IA sem autorização, em desacordo com as políticas de segurança da organização.
Embora campanhas globais de conscientização sejam essenciais, o aprendizado contínuo e contextual tem se mostrado muito mais eficaz. Em vez de restringir o acesso a ferramentas úteis ou depender apenas de treinamentos anuais, empresas que adotam avisos inteligentes e orientações em tempo real conseguem engajar os usuários e promover decisões mais seguras no dia a dia.
A pesquisa da Netskope confirma essa eficácia: 57% dos usuários mudaram seu comportamento após receber orientações imediatas sobre segurança digital — um sinal claro de que a educação contextualizada, inserida no fluxo de trabalho, é mais eficiente do que abordagens pontuais.
Para Cláudio Bannwart, country manager da Netskope Brasil, essa é a direção certa para equilibrar inovação e proteção.
“A prioridade das empresas deve ser incorporar o coaching aos fluxos de trabalho diários, orientando os profissionais em direção a ferramentas aprovadas e práticas mais seguras. É uma abordagem mais equilibrada: proteger os dados e, ao mesmo tempo, impulsionar a inovação no ambiente de trabalho.”
Ao longo do mês, mais do que reforçar políticas de segurança, a agenda da Cibersegurança 2025 deve servir como ponto de partida para uma nova cultura digital — baseada em aprendizado contínuo, responsabilidade compartilhada e uso ético da GenAI.
