Quais fatores vão separar as organizações capazes de atravessar a transformação do trabalho daquelas que ficarão presas a modelos ultrapassados de gestão?
Essa é a pergunta que orienta o Impulso 2026, evento promovido pelo iFood Benefícios no dia 22 de julho, em São Paulo. O encontro reunirá executivos, lideranças de Recursos Humanos e especialistas internacionais para discutir os efeitos da inteligência artificial, das novas relações profissionais e das mudanças culturais sobre a gestão das empresas.
A programação parte da premissa de que a inovação gera mais valor quando está conectada às necessidades das pessoas. Para o RH, isso significa combinar tecnologia com julgamento humano, dados com propósito, liderança com empatia e benefícios corporativos com escuta ativa.
O encontro acontecerá em formato híbrido. A participação presencial será destinada a convidados e estará sujeita à aprovação. A transmissão online será gratuita, mediante inscrição.
Tecnologia não substitui a estratégia de pessoas
A inteligência artificial já está presente em diferentes atividades do RH, especialmente no recrutamento, na produção de conteúdos, na análise de informações e na automação de processos.
Segundo o estudo 2025 Talent Trends, da Society for Human Resource Management, 43% das organizações pesquisadas utilizavam IA em alguma atividade de Recursos Humanos em 2025, ante 26% em 2024. A pesquisa ouviu 2.040 profissionais da área nos Estados Unidos.
O crescimento mostra a velocidade da adoção, mas não garante maturidade. Implementar ferramentas sem preparar lideranças, revisar processos ou estabelecer critérios de governança pode aumentar a eficiência operacional sem necessariamente melhorar as decisões sobre pessoas.
É nesse intervalo entre adotar tecnologia e saber liderar sua utilização que o Impulso pretende concentrar parte do debate. A proposta é discutir como empresas podem inovar sem perder de vista confiança, cultura, desenvolvimento e responsabilidade.
iFood Benefícios leva experiência operacional ao debate
O iFood Benefícios completa seis anos de operação em um mercado que passa por mudanças regulatórias, tecnológicas e comportamentais. De acordo com informações da empresa, a plataforma transaciona aproximadamente R$ 1 bilhão por mês e atende mais de 65 mil organizações.
A abertura do Impulso será conduzida por Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios. O executivo deve abordar como dados gerados pela utilização dos benefícios podem deixar de cumprir uma função exclusivamente operacional e apoiar decisões mais amplas de gestão de pessoas.
Essa transformação interessa diretamente ao RH. Em vez de avaliar apenas a contratação e a distribuição dos benefícios, as empresas passam a analisar adesão, utilização, preferências e percepção de valor entre diferentes grupos de colaboradores.
O uso dessas informações, entretanto, exige transparência e proteção da privacidade. Dados sobre alimentação, saúde, deslocamento e comportamento de consumo não devem ser tratados apenas como ativos comerciais, mas como informações que demandam governança e limites claros de acesso.
Curadoria conecta diferentes dimensões do trabalho
A programação do Impulso 2026 foi estruturada para reunir perspectivas complementares sobre o futuro das organizações. Entre os convidados estão Jacob Morgan, Amy Gallo, Rafaela Rezende e Diego Barreto.
Futurista e autor de livros sobre liderança e experiência do colaborador, Jacob Morgan abordará as transformações provocadas pela inteligência artificial e pelas novas formas de trabalho. Sua participação deve colocar em discussão as mudanças estruturais que afetam carreiras, competências e modelos organizacionais.
Amy Gallo, especialista em ambiente de trabalho e editora da Harvard Business Review, levará ao encontro uma perspectiva voltada à comunicação, à liderança e à resolução de conflitos. A presença da autora reforça que a transformação tecnológica também exige capacidade para lidar com divergências, construir segurança psicológica e promover conversas difíceis.
Mais informações sobre as abordagens dos dois especialistas estão disponíveis em um conteúdo publicado pelo iFood Benefícios.
Lideranças brasileiras conectam estratégia e execução
Rafaela Rezende, CEO da Decolar no Brasil, apresentará a visão de quem atua na transformação de uma empresa de tecnologia e turismo. Com experiência em organizações como o próprio iFood, a executiva assumiu a operação brasileira da Decolar em maio de 2026.
Sua participação deve abordar como experimentação, tecnologia e cultura podem ser conectadas a resultados concretos. A discussão também envolve a capacidade das lideranças de criar ambientes nos quais as equipes possam testar ideias, aprender com erros e ajustar decisões sem perder clareza estratégica.
Diego Barreto, CEO do iFood, completa a programação com a perspectiva de quem lidera um dos maiores ecossistemas de tecnologia da América Latina. O executivo deve compartilhar aprendizados relacionados à diversificação, à inovação contínua e à incorporação da inteligência artificial aos negócios.
Para o RH, as duas experiências ajudam a trazer o debate para a prática. Não basta afirmar que a empresa valoriza inovação. É preciso definir como as pessoas serão preparadas, quais comportamentos serão reconhecidos e como a liderança reagirá quando uma tentativa não produzir o resultado esperado.
Benefícios passam a integrar a experiência profissional
O mercado brasileiro de benefícios corporativos movimenta cerca de R$ 130 bilhões por ano, segundo estimativas setoriais apresentadas pela organização do evento. A expansão das plataformas digitais, as mudanças regulatórias e a demanda por personalização estão alterando a forma como as empresas estruturam seus programas.
Nesse cenário, o benefício deixa de ser apenas um item administrativo para se tornar parte da proposta de valor ao empregado. Flexibilidade, facilidade de uso e adequação às necessidades dos colaboradores passam a influenciar a percepção sobre o pacote oferecido.
Para o RH, o desafio é evitar que a personalização se transforme apenas em aumento do portfólio. Benefícios precisam ser compreendidos, acessíveis e relevantes para diferentes perfis de trabalhadores. Escuta, dados e comunicação interna são fundamentais para que a oferta produza valor percebido.
O que o RH pode levar desse debate
O Impulso 2026 propõe uma agenda que ultrapassa tendências tecnológicas. Entre as questões que devem atravessar o encontro estão:
- Como utilizar inteligência artificial sem eliminar o julgamento humano;
- De que maneira os dados podem apoiar decisões de gestão de pessoas;
- Como preparar lideranças para conflitos produtivos;
- Qual é o papel dos benefícios na atração e na retenção;
- Como transformar experimentação em aprendizagem organizacional;
- De que forma a inovação pode melhorar a experiência dos profissionais.
Essas perguntas ganham relevância porque o futuro do trabalho não será definido apenas pelas ferramentas contratadas. Será determinado pela capacidade das empresas de transformar tecnologia em melhores decisões, preparar pessoas para novas competências e construir relações de trabalho mais sustentáveis.
Serviço
Evento: Impulso 2026
Data: 22 de julho de 2026
Horário presencial: das 17h às 23h
Local: São Paulo
Formato: presencial, sujeito à aprovação, e transmissão online gratuita
Público: executivos, C-Levels e lideranças de Recursos Humanos
Inscrições: página oficial do Impulso 2026





