Estudos da Deloitte, Gartner e PwC mostram que empresas que padronizam processos e adotam sistemas integrados reduzem erros, aumentam a produtividade e fortalecem governança, enquanto especialistas destacam o papel da automação e de metodologias estruturadas na eficiência operacional.
A automação corporativa e a padronização de rotinas vêm ganhando força como pilares de competitividade nas empresas brasileiras. Estudos recentes mostram que organizações que adotam gestão integrada e revisão contínua de processos registram ganhos expressivos em produtividade, redução de erros e maior transparência operacional.
Um levantamento global da Deloitte, publicado em 2024, aponta que 72% das empresas que revisaram e padronizaram processos internos tiveram redução relevante de retrabalho e aumento de produtividade. O relatório — “Human Sustainability and Trust: The Deloitte Global Report 2024” — destaca ainda melhorias na experiência de clientes e colaboradores, como maior agilidade no atendimento e diminuição de erros operacionais.
Esses avanços foram observados principalmente em áreas de atendimento, faturamento, controle de estoque e gestão financeira, que passaram a operar com padrões claros e sistemas de gestão integrados.
Padronização ainda é desafio nas empresas brasileiras
Para o coordenador financeiro da ONErpm, Eduardo Tognini Fernandes, a revisão contínua de rotinas administrativas e financeiras tornou-se decisiva para garantir previsibilidade e tomada de decisão baseada em dados.
“Melhorar processos internos não significa apenas corrigir falhas. É criar mecanismos que sustentem crescimento, agilidade e governança”, afirma.
Segundo Tognini, a falta de padronização permanece como um dos maiores entraves no cotidiano das empresas. Dados da Gartner, divulgados em 2025, mostram que organizações com processos fragmentados gastam até 35% mais tempo para concluir tarefas essenciais, como fechamento contábil, conciliações e análise de resultados. O número integra o relatório “Process Optimization and Standardization Trends 2025”.
Ele explica que a raiz do problema está na ausência de ferramentas básicas de gestão, como fluxogramas operacionais, matrizes RACI, KPIs e responsáveis claramente definidos. “Quando cada departamento opera com controles próprios, a empresa perde rastreabilidade e passa a decidir com base em dados incompletos”, diz.
Metodologias estruturadas e automação reduzem riscos operacionais
Na prática, a melhoria de processos envolve mapeamento de rotinas, eliminação de redundâncias e automação das etapas com maior risco. Tognini destaca o ciclo PDCA como ferramenta central, por permitir diagnóstico, execução estruturada e monitoramento contínuo.
“Processo eficiente é aquele que pode ser repetido, auditado e melhorado. Não existe avanço sustentável sem medição e análise de causa”, afirma.
A experiência do coordenador reforça o impacto dessa abordagem. Ao implementar sistemas como Lumina ERP e Conta Azul na ONErpm, ele observou ganhos diretos na agilidade e na qualidade das informações. A modernização dos fluxos internos reduziu o tempo de fechamento contábil em 70%, com eliminação de controles manuais e integração entre finanças, compras e contabilidade.
“O ganho não está apenas na velocidade, mas na confiabilidade. A empresa passa a trabalhar com dados reais e atualizados diariamente, reduzindo riscos e melhorando o planejamento de caixa”, explica.
Impacto em governança e compliance
A melhoria de processos também tem reflexos na governança corporativa e no compliance. Relatório da PwC, presente no “Global Compliance Survey 2025”, mostra que empresas com rotinas padronizadas reduzem em até 40% a incidência de inconsistências contábeis e fiscais.
Para Tognini, processos bem estruturados criam trilhas de aprovação claras e políticas transparentes, fortalecendo a cultura de responsabilidade.
“Quando existe um fluxo definido, erros deixam de ser vistos como falhas individuais e passam a indicar que o processo precisa ser ajustado”, afirma.
