BNE registrou mais de 859 mil pesquisas e 643 mil candidaturas de pessoas entre 18 e 29 anos no primeiro semestre de 2026; levantamento não apresenta recorte específico por setor.
Jovens entre 18 e 29 anos realizaram 859.895 buscas por oportunidades de emprego no Banco Nacional de Empregos (BNE) durante o primeiro semestre de 2026. No mesmo período, a plataforma contabilizou 643.231 candidaturas desse público.
Os números indicam uma movimentação expressiva de jovens no mercado de trabalho, mas devem ser interpretados considerando que representam apenas as atividades registradas no BNE. O levantamento também não informa quantas buscas ou candidaturas estavam direcionadas especificamente para carreiras em tecnologia.
Para quem procura a primeira oportunidade em desenvolvimento de software, análise de dados, suporte, infraestrutura, segurança digital ou inteligência artificial, os resultados ajudam a dimensionar a concorrência enfrentada no início da trajetória profissional. Além de localizar uma vaga, o candidato precisa demonstrar conhecimentos compatíveis com a função e apresentar evidências práticas de suas habilidades.
Paraná lidera buscas e São Paulo, candidaturas
O Paraná concentrou o maior número de pesquisas feitas por jovens, com 175.591 buscas. São Paulo aparece em seguida, com 94.024, acompanhado por Minas Gerais, com 67.474; Rio de Janeiro, com 66.705; e Bahia, com 61.866.
Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Rio Grande do Sul e Ceará completam a relação dos dez estados com mais pesquisas realizadas na plataforma.
Na quantidade de candidaturas, São Paulo ocupa a primeira posição, com 161.281 registros. O Paraná ficou em segundo lugar, com 92.344, seguido por Rio de Janeiro, com 54.343; Minas Gerais, com 44.477; e Santa Catarina, com 44.176.
Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Pará completam o grupo dos estados com maior número de candidaturas.
A diferença entre os rankings mostra que pesquisar vagas não significa necessariamente participar de processos seletivos. O comportamento pode estar relacionado à oferta disponível, aos requisitos exigidos, à localização das empresas e à compatibilidade entre o perfil do candidato e a oportunidade anunciada.
Formação precisa se aproximar da prática
Nas carreiras de tecnologia, a qualificação formal pode ser complementada por projetos próprios, participação em comunidades, certificações, cursos e portfólios digitais. Esses recursos permitem que jovens sem longa experiência profissional demonstrem conhecimentos adquiridos durante a formação.
José Tortato, COO do BNE, afirma que os primeiros anos da carreira são importantes para a aquisição de experiência e a construção da trajetória profissional.
“Além de acompanhar as oportunidades disponíveis, o jovem pode ampliar suas chances nos processos seletivos ao investir em qualificação e desenvolver habilidades alinhadas às necessidades das empresas”, afirma.
Para os jovens interessados em tecnologia, o desafio não está apenas em encontrar vagas, mas em compreender os requisitos, desenvolver competências aplicáveis e transformar o aprendizado em experiências que possam ser apresentadas durante o processo seletivo.




